terça-feira, 18 de dezembro de 2012

BACKUP E DRP


O backup constitui uma das atividades mais importantes para o ambiente de TI, visto que seu intuíto é justamente assegurar que na ocorrência de um incidente (seja uma falha de hardware, software ou mesmo uma falha humana) que ocasione perda de dados, exista uma cópia de segurança a qual possibilite a restauração dos dados, mesmo que não para seu último e mais recente estado.
Isto porque a depender da janela entre o último backup realizado e o momento do incidente, os dados podem ter sido modificados (por isto a importância de se definir juntamente com as áreas de negócios quanto tempo de indisponibilidade cada negócio suporta e quanto tempo de dados podem ser perdidos, ou seja, quanto tempo pode-se levar até a restauração do ambiente e qual deve ser a janela máxima entre os pontos de restauração).
Porém, infelizmente, em muitas companhias o backup é simplesmente negligenciado. Inúmeras empresas, mesmo de grande porte, possuem problemas graves e crônicos de backup.
Em muitos casos TI não sabe o RTO e o RPO ideais para as aplicações críticas para os negócios (ou talvez nem queira saber, justamente por ter ciência de que não conseguirá atender), aliás, há inúmeros casos ainda piores, onde simplesmente o backup não é realizado (por falhas no ambiente) ou é realizado, porém, não é realizado nenhum tipo de teste periódico de restore, com o intuíto de validar se o processo está correto e os dados são passíveis de recuperação quando necessário e como previsto.
E em muitas situações, a decisão por negligenciar o backup não vem de TI, e sim das áreas de negócios ou da diretoria, até porque backup é algo para o qual ninguém da importância, a não ser quando se precisa dele, mas, para quem o negligenciou, este momento pode ser “trágico”, chegando em alguns casos a acarretar perdas financeiras e problemas legais.
Mas, uma boa nova aos gestores de TI que não dormem a noite de preocupação, mas nada conseguem fazer para justificar internamente seus investimentos.
Enquanto backup é ignorado pelas áreas de negócio, planos de recuperação de desastres tendem a atrair mais atenção, não apenas pelo apelo financeiro, ou seja, assegurar a sustentabilidade da companhia, em outras palavras, sua continuidade, como também, por ser, em muitos casos, uma obrigação imposta por órgãos reguladores ou pelo próprio mercado.
Mas afinal, o que DRP e backup têm em comum?
Bom, muitas das soluções de backup atuais prometem replicar os backups entre diferentes sites,  utilizando técnicas como compressão e deduplicação, as quais reduzem em muito o volume de dados a serem replicados (salvo no primeiro backup do ambiente, ou em casos específicos, como imagens e gravações de voz).
Melhor ainda, todas as empresas caminham para a adoção, cada vez maior, da virtualização, ao menos a virtualização de servidores.
Em um ambiente virtualizado, além das inúmeras vantagens da virtualização em si, como facilidade de gerenciamento, maior consolidação, melhor utilização dos recursos de hardware, maior disponibilidade das aplicações, possibilidade de movimentação a quente das aplicações entre diferentes equipamentos físicos, possibilidade de movimentação a quente dos dados entre diferentes storages, entre outras, pode-se ainda contar com as vantagens de ferramentas de backup desenhadas especificamente para ambientes virtuais, as quais permitem integração transparente com o hypervisor, realizam backups online de praticamente qualquer aplicação ou dados de VM, realizam deduplicação, compressão, e o principal, replicação independente de hardware, ou seja, independentemente de quais modelos ou fabricantes de servidores você utilize, ou modelos ou tecnologia de storage, independentemente de tudo isso, você pode replicar suas VMs entre seus data centers.
Além disso, existe a possibilidade de se automatizar o teste de restore das VMs. Ou seja, o software de backup realiza automaticamente o restore da VM em um ambiente apartado e executa scripts com a finalidade de testar a VM e suas aplicações.
Desta forma, pode-se minimizar os riscos de não se obter sucesso em um restore quando necessário.
Após realizado o backup e testada a VM, o backup é replicado.
Além disto, os backups podem ser realizados em poucos minutos, e de forma sequencial, ou seja, exatamente após a conclusão de um backup, ele inicia a replicação para o segundo site e já inicia um novo backup. Desta forma, pode-se ter um RPO de poucos minutos entre os sites, e um RTO reduzido (dependente de intervenção manual para ativação do ambiente no segundo data center, porém, esta ativação pode ser realizada em minutos), a um baixo custo, visto que basicamente o único licenciamento necessário é da ferramenta de backup e do hypervisor.
Por fim, vale lembrar que mesmo com a replicação, com cliente pode manter várias versões do backup, ou seja, você pode ter vários pontos de restauração, de acordo com suas necessidades e infraestrutura de armazenamento disponível.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Segurança Online

Os sites religiosos são mais perigosos do que os pornográficos, de acordo com uma surpreendente pesquisa feita pelaSymantec.

Sites com conteúdo religioso ou ideológico têm três vezes mais possibilidade de infectar um computador do que os pornográficos.

De acordo com o estudo, o motivo dos sites pornográficos não figurarem entre os mais perigosos é que eles são vistos como forma de negócio. "Acreditamos que isso aconteça porque donos de sites de conteúdo adulto fazem dinheiro com a internet, e, como resultado, se esforçam para manter o interesse dos usuários com um site sem malwares."

Os sites mais perigosos são os categorizados como "blogs/comunicação na web". Segundo o estudo, um em cada cinco destes sites são infectados.

O estudo também observou um crescimento preocupante nos ataques feitos pela web - o número de malwares em 2011 foi 81% superior a 2010.


Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/produtos/seguranca/noticias/sites-religiosos-sao-mais-perigosos-do-que-pornograficos,-aponta-estudo

quarta-feira, 11 de abril de 2012

MDM - Mobile Device Management

Segurança, monitoramento proativo e controle de dispositivos móveis.

MDM ganha força com o mundo mobile

O mercado de gestão de dispositivos de mobilidade deve viver um boom em 2012 no Brasil. A expectativa é de empresas que trabalham com MDM (Mobile Device Management). “Em 2008, falávamos para as paredes, hoje isso mudou e todos querem ter controle desse mundo novo de vários sistemas operacionais e aparelhos acessando dados da companhia”, diz o presidente da Mobiltec, Roni Silveira.
O segmento é recente no mundo da TI, mas é destacado como de grande potencial. A Forrester recentemente refez suas expectativas sobre o tamanho do mercado de MDM e mudou a previsão de faturamento de 3,9 bilhões para 6,6 bilhões de dólares em 2015. O Gartner divulgou seu conhecido Quadrante Mágico para a modalidade em abril. O documento enfatizou que o setor possui um rápido crescimento devido à nova etapa da mobilidade corporativa.
Nessa nova febre, a proliferação de dispositivos dentro das empresas vem acompanhada de múltiplos sistemas operacionais e um desconhecimento sobre qual será a próxima novidade. Somente nos últimos meses, esse nicho viu o surgimento de um novo smartphone e sistema operacional da Apple; um novo aparelho da Amazon; incertezas sobre os planos da HP; anúncios de diversos aparelhos para Android; e a expectativa de preços baixos nos tablets brasileiros. É por isso que a principal função do MDM tem sido permitir escolhas e facilitar a adoção de políticas de mobilidade dentro das empresas.
Nesse novo cenário, o serviço surge como a tábua de salvação da TI diante dos desafios da empresa que cabe na mão do funcionário. “Muitos clientes chegam até nós porque algum diretor já comprou iPads e a TI precisa dar acesso ao novo dispositivo”, comenta Silveira. É com isso que os CIOs convivem hoje. As áreas de negócio têm independência para comprar tecnologia e suas demandas são urgentes.
Mas é a TI que se preocupa com o valor dos dados. E quando uma centena de tablets precisa operar do mesmo modo que desktops na mesa do funcionário, de forma segura e eficiente, o ambiente se torna mais complexo e a necessidade de um MDM surge. Os dispositivos móveis não podem falhar, não podem ficar sem bateria, sem conexão e, principalmente, não podem deixar informações relevantes vazarem ou intrusos invadirem a empresa por meio deles.
E brechas para isso não faltam. Se é comum perder um notebook no taxi, perder um smartphone durante uma palestra com dezenas de concorrentes ao lado é mais fácil ainda. Imagine quantos contatos de clientes, tabelas de preços e planos estratégicos poderiam ser facilmente lidos e copiados se isto ocorresse. Um MDM ajuda a gerenciar isto. O sistema pode travar o acesso ou mesmo apagar os dados, de acordo com o uso e a localização do aparelho.
E não é o único benefício. A gestão dos dispositivos permite que a TI organize o custo do consumo dos aparelhos. Um funcionário em viagem ao exterior pode ter um limite para roaming ou mesmo ter o plano trocado para que a contabilidade da empresa não se arrependa da chegada do mundo mobile.
É por isso que, mesmo com a falta de números sobre o mercado nacional, as fornecedoras que trabalham com MDM estão entusiasmadas com o possível boom em 2012. “As empresas começam a viver essas dificuldades e estão acordando”, aponta o diretor de operações da Navita, Fabio Nunes.

Grande expectativa

Três fatores conhecidos são os principais nessa análise. O primeiro é a febre da mobilidade. Um estudo da Mowa mostra que 13% das 540 maiores empresas brasileiras já têm aplicativos para tablets. É um índice tímido, mas surpreendente para um produto que somente há cerca de um ano vem sendo analisado pelas empresas como ferramenta de produtividade.
O segundo fator é a independência que existe hoje dentro das empresas. Os executivos de negócio podem definir algumas compras de tecnologia de uso pessoal. Eles são responsáveis por introduzir tablets para os funcionários de seus departamentos. Além disso, é cada vez mais comum que um profissional volte da viagem ao exterior com uma novidade tecnológica na mala e exija que ela acesse e-mails e partes do sistema corporativo.
Por último, os fornecedores de MDM sabem que muitas companhias estão com planos na ponta da agulha para 2012. Elas já sentiram o problema do ambiente fragmentado e disperso da mobilidade e avaliam como fortalecer a infraestrutura de gerenciamento para fornecer segurança, produtividade e ainda sobreviver às novidades dos fabricantes de novos dispositivos.
A Mobiltec, que “falava para as paredes” há alguns anos, já recebe leads de venda expontâneos de clientes e parceiros. A expectativa é que vários negócios sejam fechados no último trimestre de 2011 e sirvam de modelo para outras empresas adotarem o MDM em 2012. O mesmo ocorre com a Navita e com qualquer outra com que se converse nesse ramo. E assim, se configura o boom do produto.

Futuro pede modelos enriquecidos

Apesar da adoção rápida e do potencial do mobile device management serem garantidos, alguns fornecedores já pensam em como aprimorar o produto nos próximos anos. Quem tem essa preocupação conhece bem o ciclo de vida das tecnologias e sabe que em um prazo curto tudo pode mudar.
A chegada de novos fornecedores com preços baixos (inclusive em modelos de cloud computing) e o avanço tecnológico são sempre forças certas que eliminam lucros e acabam com negócios. “Esperamos uma commoditização do MDM daqui a três anos. Ele vai virar uma coisa banal”, aponta o gerente de desenvolvimento de negócios da BinarioMobile, Marcelo Santos.
Esse cenário é possível de ser verificado atualmente. Em lojas de aplicativos (app stores) existem programas que podem fazer a localização de aparelhos, protegem o dispositivo ou sincronizam dados. Essas são algumas das funções que já existem no MDM. Esses aplicativos ainda não são tão completos, mas quem conhece tecnologia sabe que isso é uma questão de tempo. “Os próprios dispositivos tendem a ficar mais inteligentes e, com isso, poderão fazer uma ou outra função que existe hoje no MDM”, comenta Santos.
Outra tendência está na evolução dos aplicativos. Teoricamente, a gestão do aparelho poderia ser embutida no próprio aplicativo com uma linguagem leve e dinâmica. Com isso, o próprio usuário final seria responsável pelo uso e segurança do device e dados nele contidos.
Isso não muda o conceito de gerenciamento para a empresa usuária de mobilidade. E pode, inclusive, aliviar seus custos de aquisição, deixando o foco maior na definição de políticas internas sobre a mobilidade. Por outro lado, altera o valor agregado para os fornecedores de MDM. Eles precisarão buscar outras funções nas novas versões de seus produtos.
E esse é o lado bom da tecnologia. Se ela tira oportunidade de um lado, abre de outro. A complexidade das infraestruturas de TI, como nuvem e virtualização, além da própria mobilidade, devem trazer enormes desafios de segurança nos próximos anos. Novos dispositivos devem ser lançados e suas APIs adaptadas ao MDM para que as empresas não parem no tempo.
Além disso, a busca por redução de custos dentro do aparato controlado pela TI também deve influenciar de maneira decisiva o futuro do MDM. Santos acredita que uma das próximas funções que serão demandadas pelos clientes é o controle de gastos com o uso de telefonia e rede de dados. “Ter a condição de mudar de plano de operadora durante uma viagem ou em um caso específico pode trazer enorme economia para as empresas e o MDM é o melhor lugar para ter isso de forma fácil e gerenciável”, diz.

O cenário promissor do MDM

Estes são os desafios enfrentados já hoje pelas empresas e que tendem a se complicar ainda mais em um futuro próximo.
- Multiplicidade de dispositivos (celulares, notebooks, netbooks, tablets, e-readers) e sistemas operacionais;
- Controle de custos simultaneamente a uma oferta maior de serviços para aumentar a produtividade da empresa;
- Aumento do número de aplicativos corporativos e oferta de um número ainda maior nas app stores;
- Efetivação da integração de dados no mundo da mobilidade;
- Aumento dos serviços em tempo real para funcionários e consumidores que terão dispositivos mobile em mãos;
- Maiores desafios com a segurança de dados e dos dispositivos;
- Governança sobre a mobilidade;
- Queda de preço dos tablets, tornando-os uma alternativa viável para muitos departamentos da companhia.
Fonte: Revista CRN